Por Que Investir em Imóveis Ainda É um Bom Negócio? – A Arte de Ganhar Dinheiro com o Que Não Se Move

Investir em imóveis é como aquele amigo de infância que ninguém dá muito crédito porque ele fala pouco, mas que, no fim das contas, acaba sendo o único que constrói alguma coisa com substância. Enquanto o mercado vibra com startups que não lucram, moedas que não existem fisicamente e influencers que vendem sabedoria em forma de carrossel no Instagram, o bom e velho imóvel permanece ali: sólido, estático, resistente — quase entediante. Mas extremamente eficiente.

Há quem diga que imóveis são “investimento do passado”. Gente que repete com um certo ar de superioridade pós-moderna que o retorno é baixo, que a liquidez é péssima, que é melhor botar o dinheiro no Tesouro Selic ou em ações tech. E talvez estejam certos — em algum universo paralelo, onde volatilidade é sinônimo de segurança e imóvel se vende com um clique como se fosse brigadeiro gourmet em loja online.

No mundo real — aquele com fila no cartório, boletos do condomínio e vizinho que fura a parede no sábado de manhã — imóveis seguem sendo uma das poucas coisas que acumulam valor sem precisar da sua atenção diária. Você não precisa “diversificar sua carteira” toda semana, nem rezar para que o CEO da sua casa não tweete algo desastroso. O imóvel, veja bem, não dá escândalo. Ele apenas rende.

A verdade inconveniente para os evangelistas do digital é que o mercado imobiliário tem algo que seus ativos favoritos não têm: tangibilidade. Você pode tocar. Pode alugar. Pode entrar, reformar, pintar, morar, vender, penhorar, herdar. Você pode literalmente viver do imóvel — experimente fazer isso com ações da Magalu em 2023. A “baixa rentabilidade” dos imóveis não impediu que eles fossem, em crises sucessivas, o porto seguro silencioso de quem realmente enriqueceu no Brasil.

E não se engane: por trás dos discursos inflamados de que “rende pouco”, há uma negação embaraçosa do tempo. Porque imóveis não são para quem tem pressa, são para quem tem visão. Não rendem 20% ao ano — mas tampouco desaparecem da sua carteira com um escândalo de fraude contábil ou com a assinatura de uma medida provisória mal pensada. Imóvel é o investimento dos impacientes que aprenderam a ter paciência. Um paradoxo que o investidor de Twitter ainda não consegue entender.

Claro, existem regras. Localização importa. Vacância é risco. Alugar exige tato — e às vezes, advogado. Mas, convenhamos, que tipo de investimento não exige alguma fricção com a realidade? Se você quer risco zero, vá para a poupança e abrace seu rendimento de avestruz. Agora, se quer algo que una patrimônio, renda e legado — talvez seja hora de parar de zombar dos imóveis e começar a estudá-los.

No fim, talvez investir em imóveis não seja um “negócio ultrapassado”. Talvez seja apenas inteligência que não precisa se exibir. Porque, enquanto os outros apostam na próxima bolha disfarçada de revolução, o investidor imobiliário segue calado, alugando, valorizando, acumulando.

E rindo, em silêncio, da volatilidade alheia.


Por Blog da VILLEO Imóveis - villeo.com.br

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